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16 de nov. de 2011

Mais uma manifestação contra esta obra na Praça da Matriz realizada pela Casa Azul á revelia da vontade da maioria da população paratiense

No sábado dia 12/11/2011, feriadão prolongado onde comemoramos em nosso país a Proclamação da República (dia 15) realizamos mais uma manifestação contra esta obra que a Casa Azul realiza em nossa Praça da Matriz à revelia da vontade da maioria da população paratiense acrescida de muitos turistas que aqui nos visitam.



Também esta, logo foi retirada.
Afinal parece-nos que só serão mantidos os elogios e agradecimentos numa clara demonstração de que em nossa cidade a população não possui o direito constitucional de participar, opinar, protestar sobre os caminhos e futuro de nossa cidade. Resta-nos a sensação de que “nossa” cidade não é pensada para sua população, baseados na afirmação inúmeras vezes proferida pelas autoridades e pela Casa Azul: - “o povo reclama, reclama, mas depois acostuma”.
Para recordarmos
Temos lutado desde meados de agosto de 2011, quando surpresos, fomos pegos com metade da Praça da Matriz quebrada. Uma petição on line postada no site Paraty Trip já contava a época com cerca de 300 assinaturas de cidadãos contrários a esta obra, o que ensejou um encontro na Casa da Cultura pela Casa Azul que um dia antes do encontro postou no site da Flipzona convite para que a população comparecesse para “juntos” formarem um acervo conjunto de fotos da Praça.
Neste encontro compareceram cerca de 160 pessoas em sua maioria contrários a esta obra, e mais indignados ficaram ao assistirem um powerpoint sobre o projeto que a Casa Azul estava realizando sem que a população até aquele momento dele tivesse conhecimento.
Em função das manifestações contrárias, a Casa Azul marca para o dia seguinte um novo encontro no sentido de se chegar a um acordo. Também neste dia nenhum acordo foi realizado. A Casa Azul então propõe que um GT (grupo de trabalho) seja formado para discutir e conhecer o projeto. Direciona dizendo que somente 12 ou no máximo 14 representações poderiam participar. Direciona quando enumera órgãos, que no seu entender deveria participar, e que previamente já havia “aprovado o projeto.” Nomeia por conta própria algumas das alegadas “representatividades”.
Durante 4 dias este grupo submeteu-se a uma série de situações, de forma que ao final dele, na avaliação da Casa Azul resultou em consenso sobre a aprovação da obra e alguns “ganhos para a população”: bancos que passariam a ter encosto depois que o Prefeito afirmou arcar com o aumento no custo (sob a alegação de que o orçamento previsto não comportava alterações) e pedras removíveis que seriam colocadas em alguns pontos em substituição às muretas. Podemos afirmar que consenso não houve e os poucos cidadãos que lá estavam representando uma mínima parcela da população foram engolidos pela maioria que já havia previamente aprovado o projeto.
Nesta semana de “trabalhos” as informações continuaram fragmentadas, não foi dado a conhecer o inteiro teor do projeto, restando-nos apenas a afirmação de que devíamos confiar nas palavras dos técnicos e devíamos pensar na acessibilidade irrestrita.
O valor histórico material e imaterial envolvido na praça, os laços da população em relação a esta, os desejos da maioria da população que não queria ver a praça modificada, nada disso foi levado em consideração. O que vimos foi uma pesada tentativa em nos convencer a aprovar o projeto e recuperar passos previstos que não haviam sido realizados.
A partir de um “abraço na Praça da Matriz” numa clara insatisfação popular quanto a este projeto a população se organizou e listas de abaixo assinado começaram a correr pela cidade. As autoridades foram procuradas com o abaixo assinado que já contava com cerca de 1.500 assinaturas: o Prefeito não recebeu ninguém, os Vereadores falaram, falaram e nada fizeram culminando com a posição do presidente da Câmara elogiando o projeto e os vereadores emudecendo.
A Casa Azul então passa a publicar no Jornal de Paraty matérias sobre a obra. Passa a chamar o encontro e o GT de Audiência Pública sem o menor constrangimento em faltar com a verdade quando todos sabiam que nunca houve Audiência Pública com a população no sentido de que esta participasse e/ou fosse consultada a respeito deste projeto e obra.
Mesmo a obra em andamento acelerado promete a divulgação do projeto definitivo. Em parte do documento de proposta do projeto para o Minc (via Lei Rouanet) no ano de 2006 a proponente Casa Azul enumera como etapas deste, a apresentação e discussão do projeto com a população (anterior ao início da obra) em três momentos distintos: estudo, anteprojeto e projeto definitivo. Diz afinal que o Grupo Gestor Mar de Cultura do qual é presidente validou tal projeto e obra. Mesmo o IPHAN recomendando a troca do nome do projeto de Restauro para Reforma e de Revitalização para Requalificação a Casa Azul só modifica a última e passa a chamar seu projeto de Restauro e Requalificação. Por quê? Afinal, perguntamos: o que é esta obra em nossa praça? Restauro, reforma, transformação.... Também o IPHAN recomenda a observância, como fundamento principal, dos usos e vontade da população paratiense na elaboração do projeto. A maioria da população paratiense foi pega de surpresa com esta obra e sua voz não foi e continua não sendo ouvida.
A Casa Azul e Prefeitura realizam reunião conhecida por poucos (os convites são feitos 1 dia antes) na Prefeitura de Paraty e apresenta da mesma forma fragmentada um PowerPoint semelhante ao anterior, agora em desenho, do projeto que considera definitivo. Descreve o processo e afirma que Audiências aconteceram com a população o que é refutada em sua afirmação. Discorre sobre o GT que considera ser representativo da população o que também é refutada. Fala dos ganhos da população como o encosto nos bancos e as pedras que considera muretas. Representantes do Movimento Amamos Paraty com as listas de abaixo assinado em mãos, solicitam aos vereadores presentes, formalmente, pedido de realização de Audiência Pública e este pedido é desconsiderado por todas as autoridades presentes.
A população sozinha, sem amparo de seus representantes e indignada com o que via - a Praça da Matriz seu maior símbolo sendo transformado à sua revelia, e totalmente desinformada em relação ao projeto – tendo percorrido os caminhos que considerava legais, sem alternativa acionou o Judiciário através de uma Ação Civil Pública em setembro de 2011. Esta corre em passos morosos apesar da urgência do assunto.
A partir daí várias manifestações foram realizadas sendo todas coibidas. Lançando mão até da Guarda Municipal no sentido de retirar as faixas colocadas de forma ordeira e silenciosa no alambrado da obra. Agradecimentos ficam expostos, a voz da população é sempre retirada.
A população revoltada e entristecida assiste a aceleração da obra com trabalhos à noite e em feriados. Máquina de cerca de 8 toneladas transitando em cima da praça durante todo o tempo. Montanhas de brita e areia. Raízes sendo cortadas rente ao caule. A palmeira que estava no centro da praça sendo arrancada, e após protestos jogada para acabar de morrer, na beira do rio no bairro Princesa Isabel, sob a alegação de que estava velha e que não iria viver muito. Nossa apreensão cresce em relação ao projeto que não conhecemos e quanto ao acervo arqueológico que se encontra nesta praça e está sob todo esse peso e movimentação. Nossa surpresa cresce em relação à postura do IPHAN tão rígido em diversas situações e imóvel em relação a esta obra. E agora com metade da praça praticamente pronta a maioria da população ainda mais indignada repudia diante do que vemos em substituição a Praça que conhecemos, aconchegante, bucólica, adequada ao entorno e que necessitava tão somente de duas rampas para pessoas com dificuldades e/ou limitações de locomoção, manutenção e jardinagem bem cuidada.
Não desejamos como sugere a Casa Azul de uma zeladoria para cuidar da programação cultural da Praça. Ela é um equipamento público, aberto à população que sempre a freqüentou com seus filhos, namoradas, famílias, nas festas tradicionais. Espaço aberto, livre para receber a todos a qualquer hora e para qualquer atividade normal de uma praça pública. Não é um parque de eventos e para tal tenha que ser adaptada e reprogramada. É uma praça que guarda em si nossas lembranças, costumes e vínculos de toda uma população.
Enfim, nós baseados em todas as manifestações em nosso perfil no facebook, nas listas de abaixo assinado que nos chegam todos os dias, nas manifestações em nosso blog e exercendo nossa cidadania continuamos firmes. Apesar de nos ameaçarem com processo nas conversas, de induzir as pessoas no sentido de sermos contra a acessibilidade, de retirarem nossas manifestações pacíficas e ordeiras, entendemos que estamos numa Democracia muito custosamente conquistada, num Estado Democrático de Direito onde podemos expressar nossas opiniões e questionamentos com a coisa pública cujas conseqüências nos afetam em nossa condição de cidadãos residentes nesta cidade, continuaremos elevando nossa voz contra esta obra e contra este projeto que nunca apoiamos e sequer tínhamos conhecimento dele.
 Queremos em nome da maioria da população paratiense que nossa voz seja ouvida. Que nossos desejos, como reais usuários deste equipamento público que para nós é um símbolo caro e precioso, sejam respeitados. Que nossas lembranças e vínculos com a Praça da Matriz não sejam destruídos.

11 de nov. de 2011

A PLACA DA OBRA DA PRAÇA DA MATRIZ APARECEU!!!!!

     Desde agosto deste ano quando a população paratiense surpresa e indignada se deparou com metade da Praça da Matriz quebrada, a única placa que estava no local era do patrocínio do BNDES a esta obra da Casa Azul.


Só havia esta placa que está coberta pela população em sinal de luto

Aqui podemos ver uma armação sem placa

Aqui a placa de patrocínio do BNDES que havia até agora indicando esta obra

















Agora apareceu uma placa que foi trocada de lugar conforme fotos abaixo:

Agora apareceu uma placa e estão a antiga do patrocínio e a nova em frente ao velho cinema


Será esta a placa que dizem estava na praça em 2010? Ou trata-se de uma nova placa?




















     Agora imaginamos compreender
 por que a Casa Azul não poderia arcar com gastos de, por exemplo, encostos nos bancos (que o Prefeito se comprometeu em pagar). Com todas essas pessoas trabalhando neste projeto acreditamos que de fato o orçamento está todo comprometido. Ou será que são voluntários? A obra em si não nos parece tão complexa (não somos especialistas para julgar). Agora todo esse aparato humano deve pesar no orçamento. Ou estamos equivocados e são voluntários neste projeto? Desconhecemos a resposta até agora.
     Não compreendemos por que tanta gente envolvida  nesta obra, afinal o que estamos assistindo parece não fazer jus a tanto pessoal trabalhando.
     Enfim, como a população não teve acesso ao projeto em seu inteiro teor até a presente data, e, o que foi divulgado parece conter distorções bastante grandes não podemos avaliar com precisão.
    Vamos aguardar para ver o que nos diz a Casa Azul se é que ela pretende fazê-lo.
    Até agora a população não teve acesso ao inteiro teor deste projeto, o que era de se esperar num projeto que transforma radicalmente um equipamento público que diz respeito à toda a população, seus reais e efetivos usuários. Portanto ficam as perguntas no aguardo de respostas.

Obras na Praça da Matriz

Nossa Praça da Matriz - que nunca desejamos ver modificada

O concretão da Casa Azul

Para eventos e pista de skate este concretão deverá ser perfeito

Um enorme gramado até que a grama pereça por falta de sol. Se as árvores forem mantidas é claro.

















A PLACA APARECEU

A placa que estava sumida segundo a Casa Azul desde o início das obras apareceu. Falta ainda o valor da obra.
Falta ainda um detalhe: o valor da obra.

10 de nov. de 2011

Paraty Convention e Visitors Bureau - Associação de Empresários para o Fomento Turístico de Paraty

Em duas ocasiões o Blog do Zé Pital veiculou informações em relação ao Paraty Convention e Visitors Bureau - Associação de Empresários para o Fomento Turístico de Paraty, do qual o Sr. Dax faz parte e que reproduziremos abaixo. Esclarecemos de antemão que não somos candidatos a nada, ligados a partido político ou candidato algum. Somos população que trabalha, vive e ama esta cidade e que está procurando exercer sua cidadania num Estado Democrático de Direito.
Abaixo seu comentário em nosso blog:

A obra da Praça está muito boa e me surpreendeu. Primeiro pela organização, desde o canteiro, até à proteção e isolamento do local de trabalho. Depois pela limpeza. Mesmo em obra, a Praça agora é o local mais limpo do centro histórico. Estive vendo de perto e acredito que ficará muito boa quando finalizada. Primeiro, pela visibilidade, depois pela mobilidade e, por fim, pela despoluição da paisagem que tinha a antiga praça. Vale ressaltar que a praça vai ganhar em utilidade de uso dos seus espaços e também em segurança para os pedestres. De todas as praças de Paraty, essa vai ficar melhor. A praça da Paz é passagem; a praça do pontal é quase uma extensão das casas dali, tendo até taxista privativo; a praça da bandeira, nem bandeira tem e o prédio da antiga frutaria está abandonado e a praia suja; a praça do largo do rosário não tem iluminação. A Casa Azul está de parabéns...e se todas as outras praças fossem idealizadas e executadas por ela, teríamos espaços bem melhores!!!
Por Dax Goulart em Obra da Casa Azul continua a todo vapor em 06/11/
Parece-nos interessante que o senhor venha a defender esta obra na Praça, neste processo desrespeitoso com a população e no mínimo obscuro e recheado de contradições, onde a Casa Azul realiza uma obra na Praça da Matriz que a maioria da população paratiense indignada repudia.
O conceito e as vias parecem ser os mesmos em ambos os casos, salvo algum engano de nossa parte por falta de transparência para que possamos avaliar com mais precisão. Os beneficiários normalmente reduzem-se a alguns poucos e muita das vezes os mesmos.
Abaixo reproduzimos as matérias do Blog do Zé Pital, bem como suas respostas a elas que de antemão ressaltamos: o senhor falou, falou, mas não respondeu.
Defendeu a legalidade calcada apenas na prerrogativa que o Prefeito possui para fazer convênios e em listar eventos sem, contudo demonstrar a efetiva e detalhada atuação desta entidade e prestar contas desta atuação.
Quanto à publicidade, por favor, envie-nos o projeto para que possamos publicar em nosso blog e proporcionar o conhecimento do inteiro teor do mesmo para a população, ainda que esta publicidade seja posterior ao ato.
Aliás, estamos ao seu inteiro dispor para publicar o que efetivamente foi realizado direta ou indiretamente pelo CVB em todos os eventos e ações a que o senhor enumera, de forma detalhada e com prestação de contas.  Ou o senhor pretende a exemplo da Casa Azul fragmentar as informações ou simplesmente se recusar a fornecê-las?
Reproduzimos abaixo matérias postadas no Blog do Zé Pital

SEGUNDA-FEIRA, 11 DE JULHO DE 2011
Prefeitura financia ações do Convention & Visitors Bureau
Começo este artigo perguntando aos leitores deste blog. Vocês já ouviram falar duma entidade que atende pelo nome fantasia de Paraty Convention e Visitors Bureau? Talvez muitos ainda não tenham ouvido falar neste nome pomposo, pois é, mais esta entidade está sendo financiada pela Prefeitura com verbas públicas de mais R$ 1.300,000, 00 (um milhão e trezentos mil reais) para divulgar Paraty institucionalmente, para isso a Associação de Empresários para o Fomento Turístico de Paraty recebeu da prefeitura nos últimos anos uma grande quantia de recursos públicos. Já foram repassados 323 mil reais através do primeiro convênio, já no segundo convênio a quantia chegou a 450 mil reais. Um absurdo já que a entidade representa uns poucos associados da iniciativa privada, na sua maioria somente de um setor, excluindo todos os demais que vivem de turismo e pagam seus impostos para o município, e não para o Convention e VisitorsBureau.
Enquanto entidades de cunho filantrópico como: Asilo, Apae, Itae recebem da Prefeitura 120 mil por ano, o INP - Instituto Náutico recebe 45 mil por ano, todas estas entidades prestam relevante serviços de interesse social e de grande importância para a nossa cidade, amparando um grande número de idosos, menores carentes e deficientes físicos.
Um tremendo contra-senso por parte da Prefeitura, enquanto estas entidades recebem um aporte muito pequeno de recursos, recentemente o executivo municipal assinou um convênio com o Paraty Convention & Visitors Bureau no valor de R$ 550.000,00 (Quinhentos e cinqüenta mil reais).
Não somos contra a divulgação institucional do município, desde que seja feito através de edital de chamamento e por meio de processo licitatório. Somos contra sim, o favorecimento a entidades privadas, pretensamente sem fins lucrativos e que agrega um pequeno grupo de associados, precisamente 74, conforme divulgado em seu site.

Os valores repassados a cada entidade, Apae, Itae, Asilo, Inp estão consignados no orçamento do município e aprovado pela Câmara de Vereadores. Enquanto que o convênio no valor de 550 mil reais assinado entre a Prefeitura e o Convention & Visitors Bureau fica a critério do Secretário ou Prefeito e da capacidade dos lobistas e da pressão exercida sobre o executivo municipal para assinatura do convênio.
Na verdade o referido Convênio firmado nesta modalidade (convênio), sem o interesse público e sem licitação foi feito prioritariamente para burlar o Estatuto dos Contratos e Licitações Públicas, Lei 8666/93 e para evitar a formulação de outras formas de atos administrativos pertinente ao caso, ferindo mortalmente os princípios basilares da administração pública, em especial os seguintes princípios: da igualdade (a contratação direta não significa o estabelecimento de privilégio de um ou outro ente privado perante a Administração); da publicidade (embora restrita, a contratação direta não será clandestina ou inacessível, de modo que venha a impedir que dela conheçam os outros fornecedores, bem como os cidadãos em geral); e da probidade administrativa (que é o zelo com que a Administração deve agir ao contratar obras, serviços ou compras)
QUARTA-FEIRA, 14 DE SETEMBRO DE 2011
Bobos da Côrte ou Primo pobre, primo rico.
Tenho feito com freqüência críticas construtivas sobre a forma como a Prefeitura tem repassado altas quantias de recursos públicos para a Associação Paraty Convention & Visitors Bureau, neste caso o último repasse foi de 550 mil reais, sobre o pretexto de divulgar Paraty institucionalmente.
Esta prática nada mais é do que uma forma de burlar a opinião pública e com recursos advindos de nossos impostos divulgarem seus estabelecimentos. Dessa forma fica caracterizado o tratamento diferenciado entre associados e não associados na edição da Revista Paraty Trade edição nº 001 – 2011, onde os associados do Paraty Convention Visitors Bureau tem seus estabelecimentos estampados com fotos coloridas em páginas inteiras, enquanto os não associados que eles denominam de Trade de Paraty tem suas empresas relacionadas em forma de lista constando apenas nome e telefone.
Desta forma saio na defesa daqueles estabelecimentos turísticos que pagam seus impostos e não tem suas empresas contempladas adequadamente nos meios de divulgação por este órgão (Convention) que pretensiosamente se declara defensor do turismo em Paraty, como no caso da Revista Paraty Trade.
Nota-se claramente que princípio da impessoalidade foi ferido mortalmente, conforme artigo conceituado por Celso Bandeira de Mello:
"Nele se traduz a idéia de que Administração tem que tratar a todos os administrados sem discriminações, benéficas ou detrimentosas. Nem favoritismo nem perseguições são toleráveis. Simpatias ou animosidades pessoais, políticas ou ideológicas não podem interferir na atuação administrativa e muito menos interesses sectários, de facções ou grupos de qualquer espécie. O Princípio em causa não é senão o próprio princípio da igualdade ou isonomia.
Revista com tiragem de 10.000 exemplares

Associado

Mera listagem dos não associados
Qualquer agente público, seja ele eleito, concursado, indicado etc, está ocupando seu posto para servir aos interesses do povo. Assim, seus atos obrigatoriamente deverão ter como finalidade o interesse público, e não próprio ou de um conjunto pequeno de pessoas amigas. Ou seja, deve ser impessoal.
Observem algumas fotos abaixo com os nomes das pousadas, bares, restaurantes, agências de turismo, entre outras. Estas fotos fazem parte da revista Paraty Trade com tiragem de 10 mil exemplares para serem distribuídas nas feiras. O correto seria que nesta revista não constassem nenhum associado, já que o objetivo é divulgar Paraty institucionalmente, ou seja, divulgar apenas as belezas de Paraty.

Dax Goulart disse...
Como você bem disse "o convênio no valor de 550 mil reais assinado entre a Prefeitura e o Convention & Visitors Bureau fica a critério do Secretário ou Prefeito", ou seja, o prefeito através de seu poder discricionário pode decidir em assinar convênio com qualquer entidade civil sem fins lucrativos, desde que respeitado o Art. 116 e Incisos da Lei 8.666/93, transcrito a seguir:
"Art. 116. Aplicam-se as disposições desta Lei, no que couber, aos convênios, acordos, ajustes e outros instrumentos congêneres celebrados por órgãos e entidades da Administração.
§ 1o A celebração de convênio, acordo ou ajuste pelos órgãos ou entidades da Administração Pública depende de prévia aprovação de competente plano de trabalho proposto pela organização interessada, o qual deverá conter, no mínimo, as seguintes informações:
I - identificação do objeto a ser executado;
II - metas a serem atingidas;
III - etapas ou fases de execução;
IV - plano de aplicação dos recursos financeiros;
V - cronograma de desembolso;
VI - previsão de início e fim da execução do objeto, bem assim da conclusão das etapas ou fases programadas;
VII - se o ajuste compreender obra ou serviço de engenharia, comprovação de que os recursos próprios para complementar a execução do objeto estão devidamente assegurados, salvo se o custo total do empreendimento recair sobre a entidade ou órgão descentralizador".
Em relação aos princípios constitucionais elencados por você, como o da publicidade, este foi atendido, pois a matéria tem a minuta de convênio publicada, INCLUSIVE NESTE BLOG. O princípio da moralidade, que o blog faz menção à improbidade administrativa(art. 37, § 4º, CF) ou improbidade administrativa como crime de responsabilidade, não cabe neste caso, pois não há crime neste ato, tampouco desvio legal. Dessa forma, a assinatura do convênio também cumpre o princípio da legalidade, no qual o blog não cita.
12 de julho de 2011 17:58

Dax Goulart disse...
Mas o que eu mais gostaria de enfatizar é o princípio da igualdade ou da isonomia.
O blog fala que "Somos contra sim, o favorecimento a entidades privadas, pretensamente sem fins lucrativos e que agrega um pequeno grupo de associados, precisamente 74". Isso quer dizer que a Prefeitura estaria privilegiando alguns empresários em detrimento da grande maioria. Isso é muito fácil de ser contestado. Então vejamos porque o convênio é IMPESSOAL!
Em Paraty/RJ o Convention & Visitors Bureau foi fundado em janeiro de 2007. A instituição tem como principal objetivo promover a Cidade de Paraty, divulgando nos mercados turísticos nacional e internacional o seu potencial natural, histórico, cultural, comercial, hoteleiro, náutico, gastronômico, de lazer, de eventos e negócios. Atualmente a instituição conta com mais de 70 associados, que unidos se dedicam à múltipla tarefa de divulgar mundo afora a diversidade de atrativos e encantos de Paraty, e de redimensionar e qualificar sua visitação turística, sempre respeitando o ritmo, a diversidade humana e cultural do lugar.
O que motivou e motiva a Prefeitura de Paraty em firmar parceria com o Paraty C&VB para executar ações, tais como a participação em diversas feiras nacionais e internacionais, como, por exemplo, a FIT/Buenos; EBS - Feira do Profissional de Eventos – São Paulo, SP; AVVIRP - Feira das Agências de Viagens da Região de Ribeirão Preto/SP; a Adventure Sports Fair – São Paulo, SP; o Congresso da ABAV realizado no Rio de Janeiro/RJ, decorre do seu conhecimento dos mercados turísticos nacional e internacional; pela representatividade e liderança que a instituição têm junto ao trade local; pela seriedade na condução de todos os temas relacionados com turismo no município,tem participação efetiva nos programas do MTur dentro do Plano Nacional de Turismo, como por exemplo, o Caravana Brasil, Destinos Indutores, Inventário Turístico, entre outros, e também junto ao COMTUR, conselho responsável pela elaboração de políticas públicas para o turismo do município. Pode-se ainda afirmar que Paraty Convention & Visitors Bureau tem serviço prestado no município durante os seus quatro anos de existência, apoiando direta e indiretamente o Festival Internacional de Literatura (FLIP); Paraty Em Foco - Festival Internacional Fnac de Fotografia; Bourbon Festival Paraty; Festival Internacional de Cinema de Paraty; Festival da Cachaça e de Produtos Típicos Caiçaras; Carnamar - nas ondas da folia; Carnaval – maior festa popular do mundo.
Importante ainda destacar que de acordo com os dados do Ministério do Trabalho e Emprego, extraídos da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS a partir de um questionário anual preenchido obrigatoriamente por todas as firmas registradas no país, foi possível analisar a participação de cada setor da economia no total das firmas do município de Paraty.
Observa-se que as microempresas representam em torno de 90% do total dos estabelecimentos formais existentes em Paraty e que a maior concentração dessas empresas é verificada no setor de Serviços seguido pelo de Comércio.
Portanto, quando o Paraty CVB trabalha para promover e inserir a economia doméstica nos mercados turísticos nacional e internacional, tendo em vista a exposição sistêmica do destino local; e implementar ações que impliquem no recrudescimento do volume e do padrão de consumo da demanda turística e, consequentemente, na ampliação do volume de negócios, está trabalhando em prol da maioria das microempresas prestadoras de serviços e ligadas ao comércio e consequentemente ao turismo. Aqui fica clara a impessoalidade na escolha da entidade, pois direta e indiretamente está trabalhando para promover o destino Paraty e não uma pequena parcela da economia local.

MOVIMENTO AMAMOS PARATY PERGUNTA: muito bem, mas em relação a esta revista, como se justifica associados possuírem página inteira com fotos e os não associados serem listados apenas? Afinal o Convênio firmado é para todos serem divulgados em igualdade de condições, ou não?

Zé Pital disse...
Sem entrar no mérito da questão, quanto a impessoalidade do convênio e de todos os serviços em participação em feiras e eventos exaltados no comentário acima. Gostaria de saber se o fariam com verbas próprias, sem o financiamento público destes eventos.
13 de julho de 2011 17:04

Zé Pital disse...
Quanto a questão da publicidade, não é comum a transparência nos atos do executivo. Continuo afirmando que não houve nenhuma publicidade com relação a assinatura do Convênio e que foi assinado depois de muita pressão da atual Diretoria do Convention, enviando cartas para seus assossiados insinuando paralizar as atividades da Associação, se o convênio não fosse assinado. Quanto a minuta publicada, é do convênio já assinado. Portanto a divulgação foi após o ato de assinatura já concretizada por ambas as partes.
14 de julho de 2011 15:30
Anônimo disse...
Mas acabou por não explicar: a revista era de propaganda de alguns estabelecimentos e outros não,conforme se vê em suas páginas? E as contas desta instituição são publicadas em algum lugar? ou fica dentro de escritórios?
E quais são os serviços prestados neste convênio? Que plano foi apresentado para justificar tal convênio? Onde ele está publicado para que a população ou até os microempresários beneficiados possam a ele ter acesso? Que resultados e que divulgação mundo a fora é esta? Limita-se a apoiar direta ou indiretamente 9 eventos? Como é esse apoio? Enfim muitas são as perguntas e quanto às respostas estamos aguardando..........
22 de setembro de 2011 15:32

MOVIMENTO AMAMOS PARATY:
FAZEMOS NOSSAS AS PERGUNTAS DO ANÔNIMO DE 22 DE SETEMBRO DE 2011 E RATIFICAMOS A RESPOSTA DO ZÉ PITAL.
“...a revista era de propaganda de alguns estabelecimentos e outros não,conforme se vê em suas páginas? E as contas desta instituição são publicadas em algum lugar? ou fica dentro de escritórios?
E quais são os serviços prestados neste convênio? Que plano foi apresentado para justificar tal convênio? Onde ele está publicado para que a população ou até os microempresários beneficiados possam a ele ter acesso? Que resultados e que divulgação mundo a fora é esta? Limita-se a apoiar direta ou indiretamente 9 eventos? Como é esse apoio? Enfim muitas são as perguntas e quanto às respostas estamos aguardando...”

4 de nov. de 2011

Os 10 Mandamentos do Cidadão Consciente

Prometo cumprir e fazer cumprir

1 - Combater a violência da injustiça, fazendo valer meus direitos constitucionais e denunciando a pior violência, que é a omissão dos governantes em assegurar condições legais para o efetivo cumprimento das leis, favorecendo a impunidade que estimula o mau exemplo da prática generalizada de delitos. A cada direito violado corresponde uma ação que posso e devo empreender para obrigar o estado a fazer justiça.

2 - Resolver meus problemas e os da minha comunidade formando e participando de associações civis de moradores, de preservação do meio ambiente e de amigos do patrimônio cultural, de proteção às pessoas, minorias e deficientes, bem como de associações de eleitores, consumidores, usuários de serviços e contribuintes, sempre visando travar uma luta coletiva como forma mais eficaz de exigir dos governantes o cumprimento de seus deveres para com a coletividade.

3 - Participar da vida política da minha comunidade e do meu país, votando e fiscalizando candidatos e partidos comprometidos com o interesse público, a ética na política, a redução das desigualdades sociais e regionais, a eliminação do clientelismo e corporativismo, a reforma do sistema eleitoral e partidário para tornar o voto um direito de cidadania e compatibilizar a democracia representativa tradicional com os modernos mecanismos de democracia direta e participativa.

4 - Lutar contra toda sorte de violência e manifestação de preconceito contra os direitos culturais e de identidade étnica do povo brasileiro. Sobretudo da parte de elites colonizadas que pregam e incentivam, sobre qualquer forma que seja, o sentimento de inferioridade e a baixa auto-estima de nosso povo.

5 - Buscar soluções coletivas para combater toda forma de violência, apoiando aqueles que procuram meios eficientes de assegurar a segurança pública sem desrespeitar os direitos humanos fundamentais, como a garantia à vida, à liberdade individual e de expressão, à igualdade, à dignidade, à segurança e à propriedade.

6 - Combater toda forma de discriminação de origem, raça, sexo, cor, idade, especialmente os preconceitos contra mulheres, negros, homossexuais, deficientes físicos e pobres, apoiando entidades não governamentais que lutam pelos direitos de cidadania dos discriminados.

7 - Respeitar os direitos da criança, do adolescente e do idoso, denunciando aos órgãos públicos competentes e entidades não governamentais toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

8 - Lutar pela concretização de uma ordem econômica democrática e justa, exigindo a aplicação dos princípios universais da liberdade de iniciativa, do respeito aos contratos, da propriedade, da livre concorrência contra monopólios e cartéis, da defesa do consumidor por meio do cumprimento do Código de Defesa do Consumidor, e da proteção ao meio ambiente, acionando o Ministério Público toda vez que tais princípios forem violados.

9 - Pautar a liberdade pela justiça, cumprindo e fazendo cumprir os códigos civis coletivos e servindo de exemplo de conduta pacífica, cobrando a cooperação de todos.

10 - Fiscalizar as execuções orçamentárias e combater a sonegação de impostos, através de uma reforma tributária que permita exigir sempre a nota fiscal de todos os produtos e serviços, pesquisando preços para não pagar mais caro, e fortalecendo as associações de contribuintes e de defesa de consumidores, bem como apoiando e participando de iniciativas que lutam pela transparência na elaboração e aplicação do orçamento público.


Os 10 Compromissos do Cidadão Atuante

1 - Não basta ao cidadão atuante se recusar a subornar um agente da lei. Tem de denunciar na corregedoria policial para que este mal não se prolifere

2 - Não basta exigir notas fiscais. Tem de colaborar com o combate a pirataria e ao contrabando denunciando lotes de mercadorias suspeitas à polícia federal.

3 - Não basta não consumir drogas. Tem de denunciar os pontos e os agentes do tráfico que aliciam menores para o consumo.

4 - Não basta não negociar ou fazer vista grossa a enriquecidos ilícitos e repentinos. Tem de denunciar aos órgãos de combate aos crimes financeiros do Ministério da Justiça.

5 - Não basta não dar esmolas. Tem de controlar a boa aplicação dos orçamentos públicos da educação e da assistência social dos governos federal, estadual e municipal.

6 - Não basta não jogar lixo nas ruas. Tem de constranger quem joga e propor a implantação de coletas seletivas e de reciclagem em seu condomínio.

7 - Não basta se recusar a comprar ingressos de cambistas. Tem de denunciar a conivência de bilheteiros com cambistas para os administradores culturais.

8 - Não basta conduzir seu veículo dentro das regras do trânsito. Tem de colaborar com os agentes de trânsito e constranger os que assim não o fazem.

9 - Não basta não corromper fiscais. Tem de denunciar ao Ministério Público e à mídia que é a única maneira de se livrar em definitivo da chantagem dos mesmos.

10 - Não basta não votar e divulgar os nomes dos políticos que traíram a sua confiança, mas ajudar todos aqueles que foram enganados a exercer maior controle sobre os mandatos e o desempenho de todos os políticos.

retirado do site http://www.avozdocidadao.com.br/detailConteudo.asp?ID=3&SM=3%237