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26 de set. de 2011

DE QUE PROJETO FALA O BNDES?

BNDES aprova apoio de R$ 700 mil para recuperar Praça da Matriz, em Paraty (RJ)
A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou apoio financeiro no valor de R$ 700 mil para a Associação Casa Azul, com o objetivo de restaurar e revitalizar a Praça da Matriz, no centro histórico de Paraty (RJ).
Anteriormente, o BNDES já havia apoiado, com recursos da ordem de R$ 1,4 milhão, a restauração da Igreja Nossa Senhora dos Remédios, que agora terá seu entorno recuperado.
A construção da Praça da Matriz data do período compreendido, provavelmente, entre 1906 e 1912, durante a época de estagnação econômica da região, iniciada em 1870 e que se estendeu até meados do século XX. Foi construída no que era conhecido como antigo Largo da Matriz, assim chamado por ficar bem em frente à Igreja Nossa Senhora dos Remédios, a Matriz de Paraty, construção em estilo neoclássico, iniciada em 1787 e finalizada em 1873.
A praça caracteriza-se como a mais antiga e maior área verde inserida no bairro histórico de Paraty, constituindo-se no principal ponto de encontro e de convívio entre moradores locais e turistas.
No momento, o local tem calçadas irregulares e deterioradas, vegetação desordenada e déficit de equipamentos urbanos. A revitalização promoverá a recuperação paisagística da praça, que será equipada com novos bancos, bebedouros, lixeiras e telefones públicos. Outro aspecto positivo da proposta é o de proporcionar melhor acessibilidade, com a construção de rampas e calçadas e degraus com piso regular.
Essa iniciativa está alinhada com uma das modalidades operacionais do Fundo Cultural, que inclui o apoio a projetos de caráter estruturante ou que possam servir como modelo para futura atuação do BNDES.
Estamos nos perguntando de que projeto o BNDES fala nesta notícia postada em seu site.
Revitalizar uma praça que é viva, dinâmica, onde os paratienses encontram seus amigos, os jovens passeiam, mães e pais levam seus filhos, turistas circulam, onde festas acontecem como, por exemplo, a Festa do Divino entre outras. No último final de semana aconteceu nela o “Paraty em Foco”.
De que projeto fala o BNDES que diz que telefones públicos serão instalados? Seriam orelhões? Bebedouros... Como assim? Gostaríamos de ter conhecimento deste projeto em seu inteiro teor.
A comunidade paratiense não conhece o projeto, nunca o apoiou. Tão pouco agora em 2011 o faz.
Nosso conhecimento restringe-se a esta foto acima e as obras que caminham em passo acelerado e que nos causa espanto e repúdio.

Será que a retirada desta árvore faz parte da recuperação paisagística de que fala o BNDES?




Dia 24/09/2011 assistimos com tristeza





Esta palmeira estava viva e assistimos com tristeza que ela foi retirada. Queremos saber se a Casa Azul possui autorização para isto e qual a alegação que justifica sua retirada.

NO DIA 24/09/2011 A PRAÇA DA MATRIZ AMANHECEU DE LUTO

No dia 24/09/2011 o Movimento Amamos Paraty realizou um protesto educado, silencioso, contra esta obra que a Casa Azul está realizando em nossa Praça da Matriz.
Nossa Constituição Federal nos assegura esse direito:
  • Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, liberdade, igualdade, segurança e a propriedade, nos termos seguintes:
    • IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
    • VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
    • IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença
  • Art. 220º A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
    • § 2º - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
No entanto nossa manifestação foi retirada em seguida. Continuaremos nossos protestos até que a voz da população seja ouvida.
Muitos sofreram para que recuperássemos em nosso país a Democracia.
“A liberdade de expressão, sobretudo sobre política e questões públicas é o suporte vital de qualquer democracia. Os governos democráticos não controlam o conteúdo da maior parte dos discursos escritos ou verbais. Assim, geralmente as democracias têm muitas vozes exprimindo idéias e opiniões diferentes e até contrárias.
Segundo os teóricos da democracia, um debate livre e aberto resulta geralmente que seja considerada a melhor opção e tem mais probabilidades de evitar erros graves.
A democracia depende de uma sociedade civil educada e bem informada cujo acesso à informação lhe permite participar tão plenamente quanto possível na vida pública da sua sociedade e criticar funcionários do governo ou políticas insensatas e tirânicas. Os cidadãos e os seus representantes eleitos reconhecem que a democracia depende de acesso mais amplo possível a idéias, dados e opiniões não sujeitos a censura.
A liberdade de expressão é um direito fundamental consagrado na Constituição Federal de 1988, no capítulo que trata dos Direitos e Garantias fundamentais e funciona como um verdadeiro termômetro no Estado Democrático. O princípio democrático tem um elemento indissociável que é a liberdade de expressão, em contraposição a esse elemento, existe a censura que representa a supressão do Estado democrático. A divergência de idéias e o direito de expressar opiniões não podem ser restringidos para que a verdadeira democracia possa ser vivenciada.”





DECLARAÇÃO DO MOVIMENTO AMAMOS PARATY A APAE - PARATY

Boatos correram em nossa cidade dando conta que o Movimento Amamos Paraty está contra a acessibilidade, por ser contra esta obra implementada pela Casa Azul em nossa Praça da Matriz. Em razão disso e para esclarecimento de todos e principalmente da APAE - Paraty (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) encaminhamos Declaração no dia 16/09/2011 a esta entidade conforme abaixo:

DECLARAÇÃO

À
Apae Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais
Paraty – RJ

Nós, em nome do Movimento Amamos Paraty e de todos os  que nos apóiam, declaramos a essa Associação que somos contra a reforma da praça da Matriz de Paraty, exceto pela inclusão de rampas para portadores de problemas de locomoção.
Essa declaração se dirige principalmente aos que recebem a assistência dessa entidade tão importante na promoção do direitos civis dessa parcela de nossa comunidade.
Sendo assim, aceitem essa declaração em todo pronunciamento que fizermos sobre nossa causa, que é a da defesa do patrimônio histórico de nossa cidade e do princípio Inalienável do acesso, a esse patrimônio, de todos os cidadãos de Paraty.

Paraty, 16 de setembro de 2011

Atenciosamente
                                                   MOVIMENTO AMAMOS PARATY

CARTA VEREADOR VIDAL - PRESIDENTE DA COMISSÃO DE CIDADANIA E MEIO AMBIENTE

terça-feira, 13 de setembro de 2011


Carta do Vereador Vidal aos paratienses sobre a praça da Matriz, outras obras na cidade, cais flutuantes e seu Projeto de Lei a respeito.

Prezados munícipes:

Praça da Matriz

Na qualidade de legislador, não posso me eximir da responsabilidade como representante da população na Câmara Municipal e tenho acompanhado as discussões sobre a praça da Matriz, sempre buscando uma solução para o caso.

O primeiro passo foi participar da mobilização para a apresentação do projeto da obra, na Casa da Cultura, dia 17/8 e garantir o diálogo entre as partes, pedindo que vocês fossem ouvidos pela Casa Azul, pelo Iphan e pela Prefeitura Municipal.

No entanto, tenho recebido uma série de questionamentos sobre as reuniões posteriores a essa, quando um Grupo de Trabalho formado pela Casa Azul no dia 18/8 analisou aspectos do projeto de 22 a 26/8.

Entre esses questionamentos está o do Movimento Amamos Paraty, que faz oposição à obra, cujos integrantes alegam ter sofrido constrangimentos da Casa Azul, durante sua participação nessas reuniões, por discordarem do projeto.

Recebi desse movimento um relatório sobre seus questionamentos e solicitei que me encaminhassem depoimentos individuais sobre esses constrangimentos. À Casa Azul, solicitei que me enviassem atas, listas de presença e outros documentos, para que eu pudesse avaliar a situação e tomar uma decisão a respeito.

Ao mesmo tempo, protocolei e aprovei requerimento, na Câmara, para intervir nesse processo e apurar os fatos. A ambas as partes declarei que, diante dessa divergência, eu realizaria uma acareação e, em seguida, formalizaria uma audiência pública, para encaminhar à deliberação da Justiça um parecer em nome do Poder Legislativo.

Digo a todos que essa obra da praça não está em meu rol de prioridades, pois recursos como esses poderiam ser gastos em projetos mais importantes, de que a cidade necessita e que vão desde uma quadra de skate para crianças e jovens até um teatro, um centro cultural, uma casa de música, um museu marinho, um centro de convenções e vários outros, de recuperação de dependentes químicos, de estudos ambientais, de formação e qualificação profissional.

Em relação a determinações legislativas para essa intervenção nessa praça, afirmo que o projeto não obteve aval nem aprovação desta Casa e tampouco fomos consultados a respeito da obra. Dela fiquei sabendo, como todos os cidadãos, por uma placa afixada no local, no ano passado e depois retirada sem explicação.


Mas, já que essa obra tem verbas direcionadas, vamos ver o que é possível fazer, de forma justa e satisfatória para todos. Precisamos ser justos e coerentes em nossas ações e o legislador deve agir não somente pela emoção, mas também pela razão.

Outras obras

Mas a obra da praça da Matriz não é a única realizada por este governo, que passa por cima da população, ao não convocar os munícipes para avaliar suas iniciativas e fazer alterações nos projetos.

Entre essas obras, a estrada do Paraty-Mirim, está abandonada até hoje, sem chamar a comunidade para discuti-la. O hospital de Paraty foi erguido num péssimo local, próximo ao rio e agora a Prefeitura está aterrando o terreno, porque o edifício está abaixo do nível do solo e ninguém sabe o que fazer.

A escola Pequenina Calixto foi construída numa avenida movimentada, com risco para a entrada e saída das crianças e agora querem construir outra avenida, paralela a essa. Também há as obras da avenida Roberto da Silveira, do rio Patitiba e do asfalto e da rede de água do Corisco, iniciadas sem qualquer reunião para ouvir as reivindicações da comunidade. E também as do morro do Jacu e da Ponte Branca, cujos custos ninguém conhece e que, a todo momento, são sacudidas por denúncias.

Cais flutuantes

Como parte das atitudes que este governo toma sem dar a menor satisfação à população, agora estão sendo colocados diversos cais flutuantes junto aos já existentes na cidade. Um deles está à cabeceira do cais do Centro Histórico, cujo madeirame foi abandonado sem reparos.

Todos esses flutuantes são alugados da mesma empresa, a Infra-Par, de propriedade de um empresário que, no ano passado, lançou um jornal com pesadas cobranças à Prefeitura, mas o fechou no terceiro número e, agora, presta serviços a ela, vencendo todas as licitações da área náutica.

O flutuante do Centro Histórico custa R$ 250 mil a cada oito meses ou cerca de R$ 30 mil mensais. Dinheiro que, em um ano, daria para fazer todas as reformas necessárias no cais fixo.

E, agora, a Prefeitura vai colocar outros iguais, ao mesmo custo, nas comunidades da zona costeira e os próximos estarão na Praia Grande, na ilha do Araújo e no Saco do Mamanguá.

Projeto de Lei

Diante da falta de respeito à população pela imposição dessas obras, estou formulando um projeto de lei que obriga o Poder Executivo e as iniciativas privadas que tiverem seu aval a realizar consultas à comunidade, através de audiências públicas, antes de iniciarem suas obras. E o mesmo projeto de lei diz que os projetos de construção, reforma e restauro devem passar por concurso público, de forma democrática, como acontece em outros municípios.

Quero dizer aos munícipes que podem ficar tranqüilos e contar com a participação e a colaboração deste representante nas preocupações de todos quanto a obras realizadas na cidade. Estou à disposição de vocês. Fiquem à vontade para me visitar Câmara e/ou para solicitar a minha presença nas reuniões que se fizerem necessária para discutir suas reivindicações.

Para maiores informações, usem os telefones (024)3371-7513 / 9945-2031 / 7835-3170 / ID: 12*1004912.

Bons ventos para todos.
Vereador Luciano Vidal